terça-feira, 28 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Xangô

Orixás na Umbanda: Xangô
Imagem: Xangô. Reprodução / Google
XANGÔ

Xangô é a justiça, a razão, o equilíbrio. Seu campo preferencial de atuação nos seres é a razão. Absorvendo as irradiações de Xangô, o ser é purificado em seus sentimentos e se torna racional, ajuizado e um ótimo equilibrador do meio em que vive e dos seres à sua volta. Xangô está em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral. É a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. É a solidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer. Também é o sentido de realeza, o espírito nobre das pessoas, o poder de liderança. Para Xangô, a Justiça está acima de tudo e sem ela nenhuma conquista vale a pena: o respeito pelo rei é mais importante que o medo.
Ele devolve o equilíbrio e a razão aos seres exageradamente emocionados e desequilibrados. Tudo o que se refere a estudos, a disputas judiciais, contratos e  documentos “trancados” pertence ao campo de atuação de Xangô. A balança da Justiça pesa os dois lados de uma questão. E a machadinha dupla de Xangô corta tudo que não esteja de acordo com a Justiça Divina, para só então trazer o equilíbrio, a razão e a estabilidade, sempre de acordo com a  necessidade e o merecimento de cada um.

Irradiação: Justiça
Função: Equilibrador, purificador
Cores: Marrom (no Candomblé: marrom, vermelho e branco)
Chakra: Gástrico
Elemento: Ígneo, eólico
Ferramenta: Oxé (machado de dois gumes), xeré (chocalho)
Símbolos: Oxé, estrela de seis pontas, balança
Sincretização: São Jerônimo, São Pedro, São João Batista
Dia comemorativo: 30 de Setembro, 29 de Junho, 24 de Junho
Dia da semana: Quinta-feira
Pontos de Força: Pedreiras, montanhas e beiras de cachoeira
Pedras: Jaspe vermelho, pedra do sol, ágata de fogo, bauxita
Metais: Cobre, bronze, latão
Animais: Leão, tartaruga, elefante, urso, cavalo, javali
Ervas: Angico, aroeira, arruda, jurema preta, urucum, garra do diabo, folha do fogo, pára-raio, urtiga (lenho), barba de velho, barbatimão, café folha, carapiá raiz, cipó bravo, cipó são joão, hibisco flor, ipê roxo, manjericão roxo, noz de cola (obi seco), pau pereira, quebra pedra, romã casca do fruto, beterraba folhas, girassol flor, lantana
Flores: Crisântemos marrons e vermelhos, cravos vermelhos e brancos, flores do campo marrons e alaranjadas
Frutas: Mamão, manga, marmelo, caqui, fruta-do-conde, maracujá, melancia, goiaba, laranja, abricó
Comidas: Quiabos picados em rodelas levemente cozidos, rabada cozida com cebolas em rodelas
Bebidas: Cerveja preta, vinho tinto doce, vinho tinto seco, licor de ambrosia
Saudação: Kaô Kabecilê!

Características dos filhos de Xangô
Os filhos de Xangô têm muita energia, auto-estima e a consciência de serem importantes e respeitáveis. São fortes, um tanto autoritários, ousados, cheios de iniciativa, obstinados, agem com estratégia e conseguem o que querem. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Tudo o que fazem marca de alguma forma sua presença. Fazem questão de viver ao lado de muita gente e não gostam de ser esquecidos. Muito racionais e meditativos, quando emitem sua opinião é para encerrar o assunto. Conscientemente, são incapazes de ser injustos com alguém. O poder e o saber são os seus grandes objetivos.
Vivem cercados de pretendentes, mas quando se apaixonam, fazem de tudo para conquistar a pessoa amada. Têm um forte senso de justiça, sabem ouvir, ponderar e apaziguar. Não toleram mentiras, desonestidade e corrupção. São passivos, observadores, atentos, pouco falantes e geniais. Apreciam a leitura, a música, os discursos, a boa companhia e a companhia de pessoas vivas e ligeiras, o aconchego do lar e a boa mesa. Gostam de se vestir bem, mas com sobriedade. Não apreciam festas arrivistas, reuniões emotivas, companhias desequilibradas e pessoas apáticas, egoístas e soberbas. Em geral gostam muito de estudar e têm sede de conhecimento.



- Reuni aqui as informações que julgo serem as mais necessárias para nosso culto aos Orixás na Umbanda. Para mais informações, acesse os sites citados abaixo nas fontes de pesquisa.

_______________

Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Ogum

Orixás na Umbanda: Ogum
Imagem: Ogum. Reprodução / Google
OGUM

Ogum é o Orixá guerreiro vencedor das demandas. É o senhor dos caminhos e realiza a abertura destes. É a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. É o Orixá da Guerra, mas não das guerras que destroem vidas e nações, e sim das guerras que os seres travam o tempo todo com seus medos, fraquezas, vícios, fantasmas e demônios pessoais... Mas também se aplica ao orgulho exacerbado, vaidade e toda maldade humana, tudo aquilo que não pertence a nossa essência. Ogum é o defensor da Criação e o grande ordenador, nada ficará impune sob os olhos de Ogum. Ele é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe “mais ou menos”, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está.
Tem em seu domínio todos os metais e todos os caminhos (escolhas) da vida; é ele que mantém os seres no caminho certo, quem conduz a todos (dentro da lei) com proteção e segurança. É Ogum quem concede o foco, determinação e sobretudo, a coragem para vencer todas as batalhas da vida.

Irradiação: Lei
Função: Potencializador, ordenador
Cores: Azul escuro, vermelho (no Candomblé: azul escuro, prata)
Chakra: Laríngeo
Elemento: Ígneo
Ferramenta: Lança, espada, escudo, enxada, facão, ponta de flecha
Símbolos: Espada, espadas cruzadas e estrela de cinco pontas
Sincretização: São Jorge
Dia comemorativo: 23 de Abril
Dia da semana: Terça-feira
Pontos de Força: Estradas, caminhos abertos, trilhos de trem
Pedras: Topázio azul, sodalita, granada, rubi, hematita, magnetita
Metais: Todos, mas principalmente o ferro
Animais: Cachorro, galo vermelho
Ervas: Espada de são jorge, aroeira, espinheira santa, eucalipto, guiné, olho de cabra, pinhão roxo, valeriana, garra do diabo, lança de são jorge, espada de santa bárbara, quebra demanda, picão preto, bambu, pára-raio, tiririca, limão, vence demanda, dandá da costa (tubérculo), abre caminho, anis estrelado, assa peixe, café folha, capim cidreira, carqueja amarga, catuaba (pau de resposta), cavalinha, damiana, gengibre, levante, manga folha, marapuama (quebra facão), menta, pau pereira, pau tenente, pitanga folha, colônia, peregun (dracena) verde, peregun (dracena) rajada
Flores: Cravos vermelhos, palmas e rosas vermelhas, antúrios vermelhos
Frutas: Laranja, ameixa, uvas vermelhas, goiaba, abacate, graviola, ameixa preta
Comidas: Feijoada, vatapá, inhame com feijão preto
Bebidas: Cerveja branca, vinho tinto, vinho tinto licoroso
Saudação: Ogum Yê! Patacori Ogum!

Características dos filhos de Ogum
Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e as aventuras amorosas. São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande.
Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. Estão sempre envolvidos com demandas. Não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor. São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas. São práticos e inquietos, não costumam ser hipócritas, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.
Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. São intensos e impulsivos, embora calculistas e estrategistas. 
A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Têm um grave conceito de honra, chegam a ser arrogantes. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.


- Reuni aqui as informações que julgo serem as mais necessárias para nosso culto aos Orixás na Umbanda. Para mais informações, acesse os sites citados abaixo nas fontes de pesquisa.

_______________

Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

terça-feira, 14 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Yansã

Orixás na Umbanda: Iansã
Imagem: Iansã. Reprodução / Google
YANSÃ
(Oyá)

Yansã é a mais guerreira das Iabás (orixás femininas). Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres. É um Orixá versátil de muitos domínios: é o ar, a tempestade, o raio, o fogo do desejo (no sentido mais amplo da palavra). Controla os eguns e os espíritos desequilibrados, auxilia no desencarne; rege o movimento universal, a força dos elementos. Como orixá direcionadora e movimentadora, retira os seres de um caminho de estagnação evolutiva (provocada por seus desequilíbrios) e ajuda a encaminhá-los, cortando os seus excessos emocionais e colocando-os no caminho correto a seguir. Além de corrigir excessos no campo da Lei, dá amparo àqueles que vivem em obediência à Lei e à Justiça Maiores (protegendo-os e combatendo as injustiças que estejam enfrentando (projeções mentais negativas externas, magias negativas, etc.). Sua atuação é ativa, mobilizadora e emocional, mas não é inconsequente ou emotiva, porque ela é o sentido da lei. Busca melhores condições de vida para os seres e os ajuda na adaptação das mudanças. Trabalha ativamente em diversos sentidos da vida - movimenta, direciona, corrige e impele os seres. Sem Yansã não haveria movimento.

Irradiação: Lei
Função: Movimentador, direcionador
Cores: Vermelho, amarelo (no Candomblé: vermelho, rosa, laranja)
Chakra: Laríngeo
Elemento: Eólico, ígneo
Ferramenta: Eruexim (chibata feita de rabo de boi), espada e adaga de cobre, chifres de búfalo
Símbolos: Raio, espada, aspirais
Sincretização: Santa Bárbara
Dia comemorativo: 04 de Dezembro
Dia da semana: Quarta-feira
Pontos de Força: Pedreiras, bambuzal
Pedras: Granada, coral, rubi, ágata de fogo, citrino, cristal com enxofre
Metais: Cobre
Animais: Borboleta, búfalo, coruja
Ervas: Buchinha do norte, cânfora, espada de santa bárbara, quebra demanda, mamona, picão preto, bambu, fumo (tabaco), pára-raio (santa bárbara), tiririca, vence demanda, pinhão roxo, pitanga folha, peregun rajado, alfavaca, calêndula, camomila, cana do brejo, capuchinha, cidreira, cavalinha, chapéu de couro, cipó bravo, cipó são joão, santa luzia, girassol semente, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, sabugueiro, folha do fogo, pinhão branco
Flores: Palmas amarelas e vermelhas, rosas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera
Frutas: Laranja, abacaxi, morango, melão amarelo, tangerina, uva rosa, pitanga
Comidas: Acarajé, vatapá, abacaxi em calda, arroz doce com bastante canela em cima
Bebidas: Champanhe branco, sidra, licor de anis, licor de menta, vinho rosê
Saudação: Eparrêi Oyá!

Características dos filhos de Iansã
Para os filhos de Yansã, viver é uma grande aventura. Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas. Escolhem seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Não ficam em casa, vão à luta e conquistam o que desejam. São atirados, extrovertidos e diretos, jamais escondem seus sentimentos. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. São extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam. Os relacionamentos longos só acontecem em suas vidas quando controlam seus impulsos, sendo então capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa. São audaciosos e ciumentos. Vaidosos, altruístas e inteligentes, são tagarelas, alegres e animados, fazem festa com tudo. Comunicam-se facilmente e falam alto. Otimistas, despachados e carinhosos, têm excelente disposição. Tomam decisões rápidas e têm alto poder de imaginação. Quando deprimidos, dormem demais. São competitivos e exagerados.
O Filho de Iansã herda do Orixá suas características Guerreiras: empenha-se em discussões estéreis, às vezes, só pelo prazer de contestar, não se preocupando absolutamente com os resultados finais. Todavia, quase em tudo o que toca consegue levar a bom termo.
Têm um forte dom para a magia e uma incrível capacidade de adaptação. Trabalhadores, dedicam-se inteiramente àquilo que gostam.Tendem a ser autoritários e possessivos. Seu temperamento muda repentinamente, sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas. Na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis. Mas, cuidado: os mais prudentes não ousariam confiar-lhes um segredo, pois se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar, como arma, tudo o que lhe foi contado.
Seu comportamento pode ser explosivo como uma tempestade, ou calmo como uma brisa de fim de tarde. Só uma coisa os tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte, pois na defesa dos filhos batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, não têm medida. É também muito dedicado e prestimoso.


- Reuni aqui as informações que julgo serem as mais necessárias para nosso culto aos Orixás na Umbanda. Para mais informações, acesse os sites citados abaixo nas fontes de pesquisa.

_______________

Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

terça-feira, 7 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Oxóssi

Orixás na Umbanda: Oxóssi
Imagem: Oxóssi. Reprodução / Google.
OXÓSSI
(Euxoce)

Oxóssi é o Orixá da caça, das matas, florestas, dos frutos, do verde. Oxóssi é o grande guerreiro, o grande caçador, é o Orixá da expansão, do conhecimento, da fartura e da prosperidade. Tem em seu domínio as florestas, fauna e flora. É Oxóssi que faz com que nossos pensamentos e mentes estejam (e sejam) sempre abertos para o novo, agregando mais conhecimentos e assim, caminhando para a evolução. Mais que isso, também fazer bom uso desses conhecimentos adquiridos, aplicando para nossa vida e na vida do próximo. 
Seu magnetismo expande as faculdades dos seres, aguça o raciocínio e os predispõe a buscar a gênese das coisas (o conhecimento sobre elas). Logo, é o estimulador natural dessa busca incessante sobre nossa própria origem divina e quanto mais sabemos sobre ela, maior é o nosso respeito para com a criação e mais sólida é nossa fé em Deus. É o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados. Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres, na apresentação de novos conhecimentos e de novos horizontes. Expande, irradia e impele os seres.

Irradiação: Conhecimento
Função: Expansor, direcionador
Cores: Verde (no Candomblé: verde, azul e magenta)
Chakra: Frontal
Elemento: Eólico, telúrico
Ferramenta: Ofá (arco e flecha), penas e eruexim (rabo de boi)
Símbolos: Ofá, penas, sete flechas
Sincretização: São Sebastião
Dia comemorativo: 20 de Janeiro
Dia da semana: Quarta-feira
Pontos de Força: Matas, bosques, florestas
Pedras: Quartzo verde, esmeralda, jade, amazonita, turquesa, calcita verde
Metais: Bronze
Animais: Todos, mas principalmente o leopardo, falcão, águia, faisão
Ervas: Guiné, picão preto, buchinha do norte, cânfora, espinheira santa, jurema preta casca, comigo ninguém pode, vence tudo, abacateiro, abre caminho, alecrim do norte, alecrim comum, alfacava, aquiléia, arnica do mato, chá verde, café folha, cana do brejo, capim cidreira, carqueja amarga, cipó caboclo, cipó bravo, cipó são joão, confrey, hortelã, ipê roxo, jurubeba mista, louro, manga folha, manjericão, samambaia, sene
Flores: Flores nativas do campo
Frutas: Frutas de todas as espécies
Comidas: Espiga de milho cozido, peixe assado, moranga cozida
Bebidas: Chá com mel, cerveja branca, vinho branco ou tinto doce, licores de frutas em geral
Saudação: Okê Arô!

Características dos filhos de Oxóssi
Os filhos de Oxóssi são alegres, expansivos, faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar, mas quando raivosos ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados.
São pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não externa suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis; apenas preferem guardar os sentimentos para si. São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes o são. Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos. São seletivos quanto as suas amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acaba fazendo prevalecer a sua opinião e agradando a todos. Seu andar possui leveza e elegância. Sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada para isso acontecer.
Têm grande capacidade de concentração e de atenção, firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Lidam bem com a realidade material, têm os pés ligados à terra, o que não quer dizer que sejam ambiciosos em demasia.
Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Independentes, não apreciam muito os trabalhos em equipe. Mas têm grande senso de dever e de responsabilidade, principalmente em relação aos cuidados para com a família (pois o “caçador” tem a responsabilidade de sustentar a tribo). Curiosos, percebem as coisas com rapidez. São discretos, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros e respeitam muito o espaço individual de cada um.


- Reuni aqui as informações que julgo serem as mais necessárias para nosso culto aos Orixás na Umbanda. Para mais informações, acesse os sites citados abaixo nas fontes de pesquisa.

_______________

Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

terça-feira, 31 de março de 2015

Orixás na Umbanda: Oxalá

Orixás na Umbanda: Oxalá
Imagem: Oxalá. Reprodução / Google.
OXALÁ
(Orixalá, Obatalá)

Oxalá é o Orixá da Criação, o Orixá Maior. Orixá da paz, do branco, dos campos abertos e iluminados. Oxalá é quem criou a Terra conforme designação de Olorum (Criador), é o mais velho dos Orixás. Seu campo de atuação preferencial em relação às pessoas é a religiosidade, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos serenos e pacíficos. Sua regência em nossas vidas se manifesta na necessidade de nos congregarmos, isto é, de nos unirmos a pessoas que tenham as mesmas ideias e ideais. É o nosso "Deus interior”, a voz da consciência que tenta nos conduzir por caminhos luminosos, pois traz consigo a memória de outros tempos, o conhecimento empírico, o conhecimento adquirido por experiências anteriores. Carrega em si a sabedoria, a calma, a serenidade, a pacificação das nações. É o Senhor de todas as coisas e do universo, pois é ele quem ordena aos demais orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm à Terra. Seu magnetismo nos inspira serenidade, nos impelindo a abrandar as mágoas do coração e a lidar com os problemas do dia a dia com tranquilidade e sabedoria.

Irradiação: Fé
Função: Magnetizador, cristalizador, congregador
Cores: Branco (no Candomblé: branco, dourado e translúcido)
Chakra: Coronário
Elemento: Eólico
Ferramenta: Opaxorô (cajado), búzios
Símbolos: Estrela de cinco pontas, cruz, pomba branca da paz
Sincretização: Jesus Cristo
Dia comemorativo: 25 de Dezembro
Dia da semana: Sexta-feira
Pontos de Força: Campinas, parques, campos, jardins floridos, lugares abertos, limpos e agradáveis
Pedras: Quartzo cristalino, ágata branca
Metais: Ouro branco, prata, platina
Animais: Caracol, pombo branco, carneiro
Ervas: Açoita cavalo, erva de bicho, mamona, orégano, alho, fumo (tabaco), comigo ninguém pode, alcachofra, alcaçuz, alecrim, alfazema, aquiléia (mil folhas), manjerona, rosa branca, sálvia, tomilha, folha da costa (saião), algodoeiro, angélica, anis estrelado, artemísia, cravo da índia, ipê roxo, jasmim, laranjeira, louro, noz de cola (obi), pichuri, saco-saco, sândalo, verbena
Flores: Rosas brancas sem espinho, lírio branco, palma branca, margarida e flores brancas em geral
Frutas: Uvas verdes, coco verde, pera, maçã verde, melão, goiaba branca, e frutas brancas em geral
Comidas: Comidas brancas como canjica, arroz doce, coalhada adocicada, etc
Bebidas: Água mineral, água de coco, vinho branco doce, vinho tinto doce
Saudação: Epa Babá!

Características dos filhos de Oxalá
Umas das características dos filhos de Oxalá é marcar naturalmente sua presença por onde passam pois tem a aura de autoridade e poder do Orixá Maior. Geralmente são cuidadosos, generosos, perfeccionistas e detalhistas ao extremo. Calmos, responsáveis, reservados, alegres, gostam profundamente da vida. São idealistas, defendendo os injustiçados, os fracos e os oprimidos. Perdoam facilmente, sabem ver que sentimentos negativos só atrasam. São muito intuitivos quanto ao futuro. Seu pensamento original antecipa-se ao de sua época. Têm espírito brilhante e facilidade de argumentação.
Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema.
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso, principalmente na maneira de andar. Na constituição física, o filho de Oxalá não é alto e magro como os filhos de Ogum, nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e de se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.
Pode-se ver muitos filhos de Oxalá atuando em ONGs e projetos assistenciais, pois é de sua natureza buscar ajudar o próximo. Têm sempre uma certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem e demoram a estabelecer confiança em alguém. Quando se tornam amigos, são grandes companheiros. Quando mais velhos, podem se tornar irritados e rabugentos.


- Reuni aqui as informações que julgo serem as mais necessárias para nosso culto aos Orixás na Umbanda. Para mais informações, acesse os sites citados abaixo nas fontes de pesquisa.

_______________

Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

sexta-feira, 27 de março de 2015

Uso de Velas na Umbanda

Uso de Velas na Umbanda
Recorte da imagem original / Google.
Dentro da magia universal as velas sempre foram utilizadas na maior parte dos rituais em que se precisa realizar algum contato com forças superiores ou inferiores, isto, claro, dependendo da moral de quem vai se utilizar das forças mágicas. Na Umbanda, o contato é sempre superior (e qualquer coisa diferente disso não pode ser considerado Umbanda).
É um ritual basicamente simples, mas exige cuidado. A pessoa se concentra (passo fundamental no ritual de acender velas), cuidando para que o pensamento não seja mal direcionado, confuso ou disperso. Acender velas de "qualquer jeito" pode canalizar energias negativas ou simplesmente não funcionar.
O ato de acender uma vela deve ser um ato de fé, sempre. É o momento em que o médium faz uma ponte mental, abre um portal entre o seu consciente e o consciente da entidade, Orixá e a própria Criação. E assim é aberto um portal de energias.
Muitos médiuns acendem velas para seus guias de forma automática e mecânica mas é preciso que se tenha consciência do que se esteja fazendo, da grandeza e importância (para o médium e entidade), pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia ígnea (do fogo) e juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima desta vela.
A intenção na qual acendemos uma vela gera uma energia mental no cérebro; e essa energia que a entidade ou Orixá irá captar em nosso campo vibratório. Assim, mais uma vez podemos dizer que: nem sempre a quantidade está relacionada diretamente à qualidade, a diferença estará na fé e mentalização do médium. Os espíritos captam, em primeiro lugar, as vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não!
Por isso é impossível comprar favores de Guias com quantidade de velas, eles não precisam disso. Aliás, é impossível comprar favores com o que quer que seja, na verdade.
Quando solicitam velas nos trabalhos, estão abrindo portais específicos para auxiliar seu trabalho naquele momento, fazendo a ponte com energias transcendentais diversas. 

Velas quebradas
Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens ou que não estejam quebradas. A vela virgem é isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente, evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. Somente no caso da vela quebrada é que pode haver uma superstição: psicologicamente a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos.

Velas de sete dias
Geralmente é indicada por um Guia para um trabalho mais complexo e extenso, mas não é uma regra. Alguns terreiros a usam para que o filho se conecte mais profundamente com a energia da vela, já que ela dura mais tempo.

Fonte de fogo
Em muitos terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa; depende da casa e do Guia. Particularmente, não importa a fonte de fogo, certo? Sejamos práticos.

Cores e lugares
As velas para Anjos da Guarda são invariavelmente de cor branca podendo ser acesas no interior de nossas casas. Já as velas para Orixás, é preferível respeitar as cores em que vibram e obedecer a certas ritualísticas, podendo, entretanto, ser acesas dentro de casas. Para Exu deve, obrigatoriamente, ser fora do ambiente. Na falta de velas coloridas uma vela branca sempre servirá, para qualquer Orixá ou Guia de trabalho.

Bom senso
“Cuidado com o que pede, pois poderá ser atendido”. E nem me refiro aos Guias e Orixás, pois estes jamais irão executar um pedido maldoso. Mas as quiumbas sim, e farão da sua vela um portal de energias contrárias para atingir esse fim - e o retorno vem pra ele e pra você.


Como todos os assuntos abordados aqui, não pretendo que seja a única verdade, tampouco que seja definitivo. Acredito que em algum momento vários desses assuntos serão abordados novamente, sob diferentes perspectivas.
Paz e luz!

terça-feira, 24 de março de 2015

Pedras e Cristais na Umbanda

Pedras e Cristais na Umbanda
Imagem: Reprodução / Google
Vemos Caboclos, Exus, Pombas Giras e outras entidades se utilizarem de colares de pedras e outros elementos minerais todo o tempo, dentro de alguns pontos riscados e até trabalham muitas vezes com uma pedra na mão ou perto de si. O assentamento de forças de um terreiro tem seu ponto forte numa pedra (o Otá) que fica geralmente abaixo do altar. A tronqueira de um terreiro é assentada com elementos identificados e solicitados pelo guardião e guardiã deste templo e pode conter pedras e cristais. Além disso, é comum solicitarem ainda o uso de pedras para seus trabalhos do dia a dia, como ferramenta de canalização de energia. 

As entidades fazem uso de pedras e cristais para seu próprio auxílio nos trabalhos que executa, isso porque ao redor de qualquer corpo humano existe uma aura que é um campo energético, e na presença de pedras e cristais, tendo estes um campo energético muito forte, cria uma interação de energias que trazem o equilíbrio e o bem estar. Os cristais são elementos magísticos divinos usados por civilizações há milênios – dentro de cada cristal tem um elemental, que está sempre pronto para atuar segundo a Lei Maior. 
Quando uma pessoa está doente e a aura apresenta desequilíbrios, estes podem ser equilibrados com o poder harmonizador das pedras e cristais. O verdadeiro poder delas está na força para modificar de forma positiva a vida psíquica e física do ser humano. Este poder surge das próprias propriedades físicas e morfológicas estudadas pela mineralogia, somado à força do Guia. Existem minerais com grandes poderes curativos e até mesmo adivinhatórios.


Limpeza
Sempre que uma nova pedra ou cristal for adquirido, mesmo sendo para uso dos Guias, é necessário limpar para retirar as energias anteriores, pois essa pedra ou cristal passou pelas mãos de muita gente e esteve em diversos lugares antes de chegar até você. O processo de limpeza é este:

1) Colocar as pedras e cristais em um vasilhame de vidro;
2) Cobrir com água natural (de cachoeira, rio, mar ou mesmo água mineral de garrafa) e acrescentar sal grosso para descarregá-los (deixar no mínimo 30 minutos dependendo da carga e no máximo 24 horas);
3) Soprar a fumaça de um incenso nos cristais (passo opcional).

Energização
A energização é importante para que a pedra ou o cristal possa agir, para que a pedra não seja apenas um mineral "vazio". É como ter um carro; de nada adianta se você não o abastece. A energização é justamente o abastecimento de energias divinas. O processo de energização é este:

1) Lavar as peças com água mineral e mentalizar uma luz branca enquanto o faz;
2) Deixar as peças expostas à luz do sol (pelo menos uma hora) OU à luz lunar (a noite toda) OU deixar em contato com a terra, enterrado ou não (pelo menos 3 horas).

Programação
A programação é essencial para o mineral exercer toda a sua potencialidade. Novamente, o exemplo do carro: você tem o carro, colocou gasolina mas... Não tem para onde ir. Ao programar uma pedra ou cristal, você define um objetivo para ele, é o motivo pelo qual foi adquirido. Se você não passar por esse processo, o mineral será um objeto de decoração, apenas. Entretanto, se for adquirido para um Guia Espiritual o utilizar, deve-se apenas limpar e energizar; a programação ficará por conta do Guia. Este é o processo:

1) Segurar entre as mãos, na direção do chakra frontal;
2) Dizer mentalmente qual é a função do cristal, tentando visualizar a imagem da função dentro dele. 
3) Mentalmente envolva o cristal em uma luz branca e diga que esse cristal servirá ao bem maior (e somente ao bem maior).

Desprogramação
É possível que em dado momento você queira utilizar a pedra ou o cristal para outro fim. Para desprogramar o cristal ou pedra:

1) Segurar entre as mãos e mentalizar a imagem da função que definiu se apagando;
2) Visualizar uma luz branca envolvendo o cristal;
3) Agradecer pela função exercida;
4) Limpar e energizar para estar pronto para outra função e então programá-lo novamente.


Associações/Orixás
Os minérios são sempre associados à signos, profissões, Orixás, etc. Aqui, como blog de Umbanda, citarei a ligação aos Orixás.
Podem ser observadas diferenças de pedras levando em consideração à cor que é atribuída ao Orixá. Ogum, por exemplo, tem em seu domínio o topázio azul e ao rubi. Sabemos que as cores nas pedras e cristais (e vários outros elementos) tem sua importância pela irradiação de ondas específicas, então, qualquer mineral utilizado para o Orixá, sendo de seu domínio, está de acordo. Como as ervas, pode haver pedras em comum entre um e outro. Usarei como exemplo os Orixás cultuados na casa à qual faço parte levando em consideração às cores que atribuímos a eles:

Oxalá (branco): quartzo cristalino, ágata branca, pedras brancas em geral
Oxóssi (verde): quartzo verde, esmeralda, jade, amazonita, turquesa, calcita verde
Iansã (vermelho, amarelo): granada, coral, rubi, ágata de fogo, citrino, cristal com enxofre
Ogum (azul escuro, vermelho): topázio azul, sodalita, granada, rubi, hematita, magnetita
Xangô (marrom): jaspe vermelho, pedra do sol, bauxita, ágata de fogo
Yemanjá (azul claro): pérola, água marinha, lápis lazúli, turquesa, diamante, madrepérola, quartzo azul, topázio azul, quartzo transparente
Oxum (amarelo, rosa): ametista, quartzo rosa, rubi, ágata amarela, pedras amarelas em geral
Nanã (lilás): ametista, fluorita lilás, rubelita, sugilita, pedras roxas e lilás em geral
Omolu (roxo): turmalina negra, ônix, potássio, zinco, pedras roxas em geral

Penso, particularmente, que se qualquer flor amarela é domínio de Iansã, o mesmo vale para as pedras e cristais amarelos, e assim por diante.
Para as entidades, a cor depende da qual for pedida por eles, é particular.

Paz e luz!

_______________

Recomendo:
- O curso do Umbanda EAD, Terapia com Cristais. Já foi ministrado antes, mas como acontece com alguns cursos, eles voltam depois de um tempo.
- O e-book gratuito da Cristais Aquarius. Ao entrar no site uma pop-up já exibida para se cadastrar e receber o e-book gratuitamente por e-mail. 
- O site Byethnica para entender a diferença de pedras, cristais e gemas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...