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| Imagem: Representação da Dualidade. Reprodução / Google |
Dualidade: é a propriedade ou caráter do que é duplo, do que é dual, ou que contém em si duas naturezas, duas substâncias ou dois princípios.
A dualidade existe em todos os planos da Criação. Têm-se luz e trevas, vida e morte, frio e calor; um aspecto positivo e um negativo.
E nem sempre positivo quer dizer bom e negativo quer dizer mau, são apenas dois polos distintos da mesma face. E o caso é que essa dualidade é inerente à Criação, ou seja, é da essência e é necessário.
Nem todos compreendem muito bem a dualidade (vide Orixá Exu), mas compreendê-la é o primeiro passo para entender os aspectos negativos de todos os Orixás; e as lendas do Candomblé nos ajuda a entender perfeitamente.
Quando os Orixás foram humanizados nas lendas, foi trazido à tona seus aspectos positivos e negativos. Muitas vezes, ao ler uma lenda, ficamos assustados. Como pode Ogum matar toda uma aldeia? Como pode Oxum ter enganado friamente Obá somente para que Xangô ficasse com raiva dela e voltasse toda a sua atenção a Oxum? Ao ler uma lenda de Orixá, é necessário ter em mente a dualidade que rege a Criação, e perceber que para tudo existe o equilíbrio, e o equilíbrio depende de nós mesmos. Todos temos luz e trevas dentro de nós, mas escolhemos qual das duas deixamos agir.
Quando os Orixás foram humanizados nas lendas, foi trazido à tona seus aspectos positivos e negativos. Muitas vezes, ao ler uma lenda, ficamos assustados. Como pode Ogum matar toda uma aldeia? Como pode Oxum ter enganado friamente Obá somente para que Xangô ficasse com raiva dela e voltasse toda a sua atenção a Oxum? Ao ler uma lenda de Orixá, é necessário ter em mente a dualidade que rege a Criação, e perceber que para tudo existe o equilíbrio, e o equilíbrio depende de nós mesmos. Todos temos luz e trevas dentro de nós, mas escolhemos qual das duas deixamos agir.
Os Orixás irradiam até nós, o tempo todo, sua energia divina. O que fazemos dela é outra estória, conforme falei brevemente na postagem Afinal, quem são os Orixás?. Percebo, hoje, que a "energia perfeita" do Orixá (citada nessa antiga postagem) carrega essa dualidade, mas que de fato, pode sofrer alterações.
Quando rezo para os Orixás, peço para que irradiem seus aspectos positivos e neutralizem seus aspectos negativos, conforme me ensinou um grande amigo e sacerdote umbandista. Percebo assim, que os Orixás estão irradiando em mim toda a sua energia, mas na verdade, me ajudarão a neutralizar seu aspecto negativo - porque este, acredito eu, é um trabalho de cada um nós (embora recebamos auxílio dos Guias para lidar com esses excessos).
O fator positivo dos Orixás engrandece nossa essência, melhora nossa vibração e evolui. O fator negativo altera nossa vibração e atrai sentimentos negativos, até mesmo eguns.
Abaixo, alguns aspectos negativos da personalidade dos filhos de cada Orixá:
Filhos de Oxalá
Usam a falsidade como defesa, são muito apressados, sarcásticos, mentirosos, fúteis, hipocondríacos e gostam de intrigas e fofocas. São lentos, meticulosos, reacionários e exclusivistas. Mal-humorados e teimosos.
Filhos de Oxóssi
Extremamente ciumentos e às vezes inseguros. Egoístas, vaidosos (ao ponto de acharem que são melhores em tudo) e às vezes medrosos. São chegados ao nascisismo, querem sempre chegar primeiro e falar mais alto. Misteriosos, comodistas, feiticeiros e, de certa forma, avarentos, mas gastam muito naquilo que lhes convêm. Dominadores e muito rancorosos.
Filhos de Iansã
São vingativos, difíceis de perdoar e se aborrecem facilmente. Chantagistas, mentirosos, gostam de intrigas. Extremamente agitados e confusos. Possessivos, ciumentos e dominadores. Atrás da meiguice se esconde um forte veneno. Podem falar demais e revelar segredos.
Filhos de Ogum
Vorazes, gananciosos e abusados, os filhos de Ogum não têm misericórdia. Não perdoam falhas, nem as suas próprias. São sábios para enredar e criar polêmicas e intrigas; confusos, muitas vezes. São rudes e extremamente exigentes e seu ponto preferido para o ataque é o coração. Impiedosos e malvados. Ostentam um grande valor de poder e grandeza, mesmo que na verdade não os tenha. Arrogantes, gananciosos e temperamentais.
Filhos de Xangô
Exigentes, são vingativos e não perdoam uma falha. Acham que só eles mesmos são capazes de realizar algo. Impiedosos, tem o prazer de fazer sofrer. Por falar demais não sabem guardar segredos. Se acham os donos da verdade, tornam-se arrogantes e autoritários.
Filhos de Yemanjá
Demasiadamente exigentes, quando com raiva, destroem uma pessoa com um simples olhar. Quando ofendidas perdoam, mas jamais esquecem. Cruéis e egoístas, se acham donos da verdade. Dramáticos e fatalistas, se irritam facilmente e sofrem demais por tudo. Muito materialistas.
Filhos de Oxum
Chantagistas, choram para ter a piedade dos outros. São dramáticos, matreiros, debochados, possessivos, exigentes, ciumentos e autoritários. Gostam de palpitar sobre os problemas alheios, adoram criticar. Fúteis e consumistas.
Filhos de Nanã
Impacientes, reacionários e muito mal-humorados. São ranzinzas e rabugentos, não aceitam críticas (especialmente dos mais novos) e reclamam de tudo. Rancorosos, remoem problemas antigos durante muito tempo, se não os fazem por toda a vida.
Filhos de Omolu
Rabugentos, ranzinzas, são do tipo nervosos e ansiosos, vingativos, jamais esquecem uma ofensa. Pessimistas, depressivos, teimosos e mal-humorados. Pensam que só eles sofrem verdadeiramente, nada está bom o suficiente e reclamam de tudo.
Parece terrível, não é? Mas quando nos analisamos friamente percebemos que talvez tenhamos muitos desses defeitos. E não existe problema algum em tê-los! Somos humanos e imperfeitos, mas temos (sim!) a obrigação de melhorar continuamente. E é aí que entra o nosso livre arbítrio e nosso esforço em buscar sempre o equilíbrio interior, buscando as qualidades de todos os pais e mães Orixás.
Saiba que virar um Buda pode ser muito chato, mas o controle é necessário para uma boa vivência com o mundo e as pessoas próximas. A não ser, é claro, que você ostente com orgulho os excessos de seus pais Orixás... Aí não há muito o que fazer.
Entenda a dualidade, entenda os Orixás... Mas principalmente, entenda a si mesmo!
Fontes das características dos filhos de Orixás:
Site: Nova Era
Site: OrixásRS
Site: Candomblé Filosófico






