segunda-feira, 11 de maio de 2015

Orixás na Umbanda: Nanã

Orixás na Umbanda: Nanã
Imagem: Nanã. Reprodução / Google
NANÃ
(Nanã Buruquê/Buruku)

Nanã é a mais velha de todos os orixás, a soberana das águas. Atua por atração magnética sobre os seres cuja evolução está paralisada e cujo emocional está desequilibrado. Ela os atrai magneticamente para operar um grande processo, que é de dar maleabilidade aos seres, quebrando seus vícios e desfazendo suas resistências e negatividades, e também dissolvendo os medos ou bloqueios inexplicáveis, de fundo inconsciente, e as memórias traumáticas do ser. Atua decantando todo o negativismo que vai se soltando, e o deposita no fundo “do barro” (encontro dos elementos água e terra, que constituem seus domínios), para finalmente, dar estabilidade ao que ficou de positivo em todo este processo, para que o ser retome sua evolução de forma equilibrada, ou seja, é ela a dona de nossa evolução. Nanã acalma e transforma os seres.
É a senhora da vida e da morte, com grande atuação nas reencarnações (já que é ela quem dilui os acúmulos energéticos da vida de um espírito, apaga suas lembranças e adormece todo seu conhecimento, conceitos e sentimentos, para que ele possa viver uma nova vida). Rege a memória e a maturidade dos seres. É o aconchego, a experiência, a sabedoria, a paciência. É a Grande Avó.

Irradiação: Evolução
Função: Decantador, transmutador, evolucionista
Cores: Lilás (no Candomblé: lilás, roxo, rosa)
Chakra: Básico
Elemento: Telúrico, aquático
Ferramenta: Ibiri (cajado curvo feito de hastes da folha da palmeira de dendê), vassoura de palha
Símbolos: Ibiri
Sincretização: Sant’Ana
Dia comemorativo: 26 de Julho
Dia da semana: Sábado
Pontos de Força: Lagos, mangues, pântanos, águas profundas, nascentes
Pedras: Ametista, fluorita lilás, rubelita, sugilita
Metais: Latão, níquel, prata
Animais: Rã, cegonha, garça real, cabra branca
Ervas: Cipó suma, pinhão roxo, chorão, peregun roxo, alfavaca, alfazema, assa peixe, bardana folhas, camomila flor, cana do brejo, capim rosário, confrei, erva de santa maria, mentruz, hibisco flor, mulungu casca e raiz, noz moscada, sete sangrias, trapoeraba, ipê roxo.
Flores: Crisântemo branco e lilás, hibisco, violetas, narciso, begônias, flores do campo lilás e roxas
Frutas: Melão, uva, jaca, figo, graviola, tâmara, amora
Comidas: Mandioca, inhame, batata doce de casca roxa
Bebidas: Champanhe rosado, calda de figo, licor de amora, calda de ameixa escura
Saudação: Saluba Nanã!


Características dos filhos de Nanã
Os filhos de Nanã são pessoas extremamente calmas. No modo de agir, e até fisicamente, aparentam mais idade. São lentas no cumprimento das suas tarefas, parecem ter a eternidade à sua frente. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. Gostam de crianças e as educam com excesso de doçura e mansidão, assim como fazem as avós. São bondosos, decididos, simpáticos, mas principalmente respeitáveis. Agem com segurança e majestade. Suas reações bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
O tipo psicológico dos filhos de Nanã é introvertido e calmo, temperamento severo e austero. Podem até ser um tanto rabugentos, motivo pelo qual às vezes são mais temidos do que amados.
As pessoas que têm Nanã como Orixá de cabeça podem lembrar principalmente a figura da avó: carinhosa, às vezes até em excesso; levam o conceito de mãe ao exagero. Mas também podem ser ranzinzas e preocupadas com detalhes, inclinando-se a censurar os outros. No geral não têm muito senso de humor e tendem a valorizar demais pequenos incidentes e a transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, têm uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fossem muito mais velhas. Por isso, têm uma habilidade natural para perdoar aos que erram e para consolar quem está sofrendo. 
Os filhos de Nanã são um pouco mais conservadores do que o restante da sociedade. Parecem desejar um mundo previsível, estável ou até voltado para trás; reclamam dos novos costumes, da nova moralidade etc. Muito compenetrados e responsáveis, não conseguem entender como algumas pessoas cometem enganos triviais ou como adotam comportamentos e atitudes que lhes parecem evidentemente inadequados. Assim, têm dificuldade em compreender direito as opiniões alheias e em aceitar que nem todos pensem como eles.
No negativo, os filhos de Nanã podem ser teimosos e ranzinzas, daquelas pessoas que adiam muito uma decisão, ou que guardam por longo tempo um rancor. Podem apresentar precocemente problemas de idade, como a tendência a viver no passado, de recordações. Fisicamente, tendem a apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.


- Reuni aqui as informações que julgo serem as mais necessárias para nosso culto aos Orixás na Umbanda. Para mais informações, acesse os sites citados abaixo nas fontes de pesquisa.

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Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Orixás na Umbanda: Oxum

Orixás na Umbanda: Oxum
Imagem: Oxum. Reprodução / Google
OXUM

Oxum é o Orixá do amor, seu campo preferencial de atuação é no estímulo aos sentidos do amor, acelerando a união e concepção dos seres. É a deusa do amor e a mais feminina das Iabás. Rege a fertilidade e o poder de gestação. É a senhora das águas doces, que irrigam os campos, garantindo fartura. É também associada ao ouro, por isso identifica-se com todas as manifestações de riqueza. Oxum é a força dos rios, que correm sempre adiante, levando e distribuindo pelo mundo sua água que mata a sede. Rainha das cachoeiras, orixá da prosperidade e da riqueza interior, ela é a manifestação do amor puro, real, maduro, sensível e incondicional, por isso é associada à maternidade e ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe.
Ela é o elo que une os seres sob uma mesma crença, trazendo a união espiritual. É o elo que une dois seres sob o mesmo amor, agregando-os onde se dá inicio à concepção de uma nova vida. É a capacidade de sentir amor. É Oxum que “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entrega à Yemanjá, que será responsável pelo destino daquela criança. Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência. Os seus filhos são a sua maior riqueza.

Irradiação: Amor
Função: Agregador, conceptivo
Cores: Amarelo, rosa (no Candomblé: amarelo, rosa, dourado)
Chakra: Cardíaco
Elemento: Aquático
Ferramenta: Espelho
Símbolos: Coração, cachoeira, espelho
Sincretização: Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Conceição
Dia comemorativo: 12 de Outubro, 08 de Dezembro
Dia da semana: Sábado
Pontos de Força: Cachoeiras e rios
Pedras: Ametista, quartzo rosa, rubi, ágata amarela
Metais: Cobre, ouro e prata
Animais: Arara, pato, pomba rola
Ervas: Cipó cabeludo/cipó seda, buchinha do norte, alfavaca, calêndula flor, camomila flor, canela, carqueja amarga, catuaba/pau de resposta, damiana, graviola folha, imburana semente, laranjeira folha, macela flor, manjericão, melissa folha, menta, pata de vaca, poejo, malva cheirosa (rosa), rosas, erva doce, macela flor, melissa, patchouly, maçã
Flores: Lírios, rosas cor de rosa e amarelas, flores rosas e amarelas em geral
Frutas: Pêssego amarelo, maçã, cereja, melão gaúcho amarelo, damasco, ponkan, goiaba, framboesa
Comidas: Feijão fradinho cozido, ipeté, omolocum
Bebidas: Champanhe, licor de cereja
Saudação: Ora iê iê ô!

Características dos filhos de Oxum
Os filhos de Oxum dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na busca de seus objetivos.
Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem suas finalidades, atrás de sua imagem doce se esconde uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social. Têm certa tendência à gordura. São mais discretos, pois, assim apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem que construíram cautelosamente; a imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante.
Gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. Gostam de chamar a atenção dos pretendentes. O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Representam sempre o tipo que atrai e que é, sempre perseguido pelo sexo oposto.
Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém, mas quando amam, amam verdadeiramente. São bons donos de casa e companheiros. Muito sensíveis a qualquer emoção, calmos, tranquilos, emotivos, normalmente têm uma facilidade muito grande para o choro.
Graça, vaidade, elegância, certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de joias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro. O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Geralmente são desconfiados. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo de frente. Sua atitude lembra o movimento do rio, quando a água contorna uma pedra muito grande que está em seu leito, em vez de chocar-se violentamente contra ela, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados. Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força.


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Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Orixás na Umbanda: Yemanjá

Orixás na Umbanda: Yemanjá
Imagem: Yemanjá. Reprodução / Google
YEMANJÁ
(Janaína, Sereia do Mar)

Yemanjá é o orixá da geração, seu campo principal de atuação é no amparo à vida, em todas as suas formas. É o amor maternal, a geração de vidas e ideias, a Grande Mãe. Yemanjá irradia o tempo todo seu fator gerador e criacionista, que estimula a geração e a criatividade das pessoas, trazendo oportunidades de crescimento nos sete sentidos da vida, pois irá estimular a geração de vidas, de idéias, de fé, de amor, de conhecimento etc. 
Concede a bênção da criatividade sempre que os seres iniciam um novo projeto e quando buscam novas fórmulas de viver, novos caminhos. O mar é a morada de Yemanjá; este sendo o grande campo onde se "lava" todos as energias contrárias, é correto pedir à Mãe Sereia a solução de problemas, a cura das mágoas, a renovação da vontade de viver. É Yemanjá quem lida com as emoções. É a energia sagrada que nos integra no Todo da Criação de forma amorosa e maternal. É ela quem nos dá um sentido de união, de grupo, transformando a convivência num ato familiar, criando dependências e raízes, proporcionando sentimentos de irmão para irmão, de pai para filho, com ou sem laços consanguíneos.

Irradiação: Geração
Função: Criacionista, geracionista
Cores: Azul claro (no Candomblé: azul claro, prata, cristalino)
Chakra: Umbilical
Elemento: Aquático
Ferramenta: Abebé (leque prateado em forma circular), Adê (coroa ou diadema)
Símbolos: Lua minguante, ondas, conchas, peixes, diamante, estrela de sete pontas
Sincretização: Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição
Dia comemorativo: 02 de Fevereiro, 08 de Dezembro
Dia da semana: Segunda e Sexta-feira
Pontos de Força: Mares
Pedras: Pérola, água marinha, lápis lazúli, turquesa, diamante, madrepérola, quartzo azul, topázio azul
Metais: Prata, cobalto e chumbo
Animais: Peixe, cisne, golfinho, baleia
Ervas: Erva de bicho, buchinha do norte, alho, alfazema, anis estrelado, rosa branca, camomila flor, manjericão, erva de santa maria, mentruz, hibisco flor, manjerona, mulungu casca e raiz, noz moscada, margarida, sensitiva, arroz
Flores: Rosas e palmas brancas, flor de laranjeira, angélicas, orquídeas, crisântemos brancos, azaleia
Frutas: Melancia, melão, jenipapo, uvas brancas, goiaba branca, pera, nêspera
Comidas: Manjar, peixe assado, arroz doce com bastante canela em pó, camarão
Bebidas: Água mineral, champanhe branco, calda de ameixa, calda de pêssego
Saudação: Odociaba! Odoyá!

Características dos filhos de Yemanjá
Os filhos de Yemanjá possuem como característica básica a força e a determinação, assim como o sentido da amizade e do companheirismo. São pessoas presas no arquétipo da mãe, à família e aos filhos. São doces, carinhosos, tradicionais, pouco rígidos, sentimentalmente envolventes e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Não costumar gostar muito de mudanças e apreciam a rotina do cotidiano. São muito protetores; possuem o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justos, mas formais. Põem à prova as amizades que lhes são devotados, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros. Geralmente, os filhos de Yemanjá não podem ficar expostos à poeira, pois tendem a desenvolver problemas respiratórios.
São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e por isso costumam casar ou associar-se cedo. Viajam pouco, detestam hotéis. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades de longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos.
Seu caráter pode levar o filho desse Orixá à tendência de querer consertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estaria sob sua responsabilidade. Podem ser controladores, voluntariosos, capazes de fazer chantagens emocionais e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Um filho de Yemanjá pode tornar-se controlador e rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos, sem esquecê-las jamais.

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Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

terça-feira, 28 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Xangô

Orixás na Umbanda: Xangô
Imagem: Xangô. Reprodução / Google
XANGÔ

Xangô é a justiça, a razão, o equilíbrio. Seu campo preferencial de atuação nos seres é a razão. Absorvendo as irradiações de Xangô, o ser é purificado em seus sentimentos e se torna racional, ajuizado e um ótimo equilibrador do meio em que vive e dos seres à sua volta. Xangô está em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral. É a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. É a solidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer. Também é o sentido de realeza, o espírito nobre das pessoas, o poder de liderança. Para Xangô, a Justiça está acima de tudo e sem ela nenhuma conquista vale a pena: o respeito pelo rei é mais importante que o medo.
Ele devolve o equilíbrio e a razão aos seres exageradamente emocionados e desequilibrados. Tudo o que se refere a estudos, a disputas judiciais, contratos e  documentos “trancados” pertence ao campo de atuação de Xangô. A balança da Justiça pesa os dois lados de uma questão. E a machadinha dupla de Xangô corta tudo que não esteja de acordo com a Justiça Divina, para só então trazer o equilíbrio, a razão e a estabilidade, sempre de acordo com a  necessidade e o merecimento de cada um.

Irradiação: Justiça
Função: Equilibrador, purificador
Cores: Marrom (no Candomblé: marrom, vermelho e branco)
Chakra: Gástrico
Elemento: Ígneo, eólico
Ferramenta: Oxé (machado de dois gumes), xeré (chocalho)
Símbolos: Oxé, estrela de seis pontas, balança
Sincretização: São Jerônimo, São Pedro, São João Batista
Dia comemorativo: 30 de Setembro, 29 de Junho, 24 de Junho
Dia da semana: Quinta-feira
Pontos de Força: Pedreiras, montanhas e beiras de cachoeira
Pedras: Jaspe vermelho, pedra do sol, ágata de fogo, bauxita
Metais: Cobre, bronze, latão
Animais: Leão, tartaruga, elefante, urso, cavalo, javali
Ervas: Angico, aroeira, arruda, jurema preta, urucum, garra do diabo, folha do fogo, pára-raio, urtiga (lenho), barba de velho, barbatimão, café folha, carapiá raiz, cipó bravo, cipó são joão, hibisco flor, ipê roxo, manjericão roxo, noz de cola (obi seco), pau pereira, quebra pedra, romã casca do fruto, beterraba folhas, girassol flor, lantana
Flores: Crisântemos marrons e vermelhos, cravos vermelhos e brancos, flores do campo marrons e alaranjadas
Frutas: Mamão, manga, marmelo, caqui, fruta-do-conde, maracujá, melancia, goiaba, laranja, abricó
Comidas: Quiabos picados em rodelas levemente cozidos, rabada cozida com cebolas em rodelas
Bebidas: Cerveja preta, vinho tinto doce, vinho tinto seco, licor de ambrosia
Saudação: Kaô Kabecilê!

Características dos filhos de Xangô
Os filhos de Xangô têm muita energia, auto-estima e a consciência de serem importantes e respeitáveis. São fortes, um tanto autoritários, ousados, cheios de iniciativa, obstinados, agem com estratégia e conseguem o que querem. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Tudo o que fazem marca de alguma forma sua presença. Fazem questão de viver ao lado de muita gente e não gostam de ser esquecidos. Muito racionais e meditativos, quando emitem sua opinião é para encerrar o assunto. Conscientemente, são incapazes de ser injustos com alguém. O poder e o saber são os seus grandes objetivos.
Vivem cercados de pretendentes, mas quando se apaixonam, fazem de tudo para conquistar a pessoa amada. Têm um forte senso de justiça, sabem ouvir, ponderar e apaziguar. Não toleram mentiras, desonestidade e corrupção. São passivos, observadores, atentos, pouco falantes e geniais. Apreciam a leitura, a música, os discursos, a boa companhia e a companhia de pessoas vivas e ligeiras, o aconchego do lar e a boa mesa. Gostam de se vestir bem, mas com sobriedade. Não apreciam festas arrivistas, reuniões emotivas, companhias desequilibradas e pessoas apáticas, egoístas e soberbas. Em geral gostam muito de estudar e têm sede de conhecimento.



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Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Ogum

Orixás na Umbanda: Ogum
Imagem: Ogum. Reprodução / Google
OGUM

Ogum é o Orixá guerreiro vencedor das demandas. É o senhor dos caminhos e realiza a abertura destes. É a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. É o Orixá da Guerra, mas não das guerras que destroem vidas e nações, e sim das guerras que os seres travam o tempo todo com seus medos, fraquezas, vícios, fantasmas e demônios pessoais... Mas também se aplica ao orgulho exacerbado, vaidade e toda maldade humana, tudo aquilo que não pertence a nossa essência. Ogum é o defensor da Criação e o grande ordenador, nada ficará impune sob os olhos de Ogum. Ele é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe “mais ou menos”, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está.
Tem em seu domínio todos os metais e todos os caminhos (escolhas) da vida; é ele que mantém os seres no caminho certo, quem conduz a todos (dentro da lei) com proteção e segurança. É Ogum quem concede o foco, determinação e sobretudo, a coragem para vencer todas as batalhas da vida.

Irradiação: Lei
Função: Potencializador, ordenador
Cores: Azul escuro, vermelho (no Candomblé: azul escuro, prata)
Chakra: Laríngeo
Elemento: Ígneo
Ferramenta: Lança, espada, escudo, enxada, facão, ponta de flecha
Símbolos: Espada, espadas cruzadas e estrela de cinco pontas
Sincretização: São Jorge
Dia comemorativo: 23 de Abril
Dia da semana: Terça-feira
Pontos de Força: Estradas, caminhos abertos, trilhos de trem
Pedras: Topázio azul, sodalita, granada, rubi, hematita, magnetita
Metais: Todos, mas principalmente o ferro
Animais: Cachorro, galo vermelho
Ervas: Espada de são jorge, aroeira, espinheira santa, eucalipto, guiné, olho de cabra, pinhão roxo, valeriana, garra do diabo, lança de são jorge, espada de santa bárbara, quebra demanda, picão preto, bambu, pára-raio, tiririca, limão, vence demanda, dandá da costa (tubérculo), abre caminho, anis estrelado, assa peixe, café folha, capim cidreira, carqueja amarga, catuaba (pau de resposta), cavalinha, damiana, gengibre, levante, manga folha, marapuama (quebra facão), menta, pau pereira, pau tenente, pitanga folha, colônia, peregun (dracena) verde, peregun (dracena) rajada
Flores: Cravos vermelhos, palmas e rosas vermelhas, antúrios vermelhos
Frutas: Laranja, ameixa, uvas vermelhas, goiaba, abacate, graviola, ameixa preta
Comidas: Feijoada, vatapá, inhame com feijão preto
Bebidas: Cerveja branca, vinho tinto, vinho tinto licoroso
Saudação: Ogum Yê! Patacori Ogum!

Características dos filhos de Ogum
Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e as aventuras amorosas. São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande.
Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. Estão sempre envolvidos com demandas. Não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor. São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas. São práticos e inquietos, não costumam ser hipócritas, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.
Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. São intensos e impulsivos, embora calculistas e estrategistas. 
A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Têm um grave conceito de honra, chegam a ser arrogantes. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.


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Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

terça-feira, 14 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Yansã

Orixás na Umbanda: Iansã
Imagem: Iansã. Reprodução / Google
YANSÃ
(Oyá)

Yansã é a mais guerreira das Iabás (orixás femininas). Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres. É um Orixá versátil de muitos domínios: é o ar, a tempestade, o raio, o fogo do desejo (no sentido mais amplo da palavra). Controla os eguns e os espíritos desequilibrados, auxilia no desencarne; rege o movimento universal, a força dos elementos. Como orixá direcionadora e movimentadora, retira os seres de um caminho de estagnação evolutiva (provocada por seus desequilíbrios) e ajuda a encaminhá-los, cortando os seus excessos emocionais e colocando-os no caminho correto a seguir. Além de corrigir excessos no campo da Lei, dá amparo àqueles que vivem em obediência à Lei e à Justiça Maiores (protegendo-os e combatendo as injustiças que estejam enfrentando (projeções mentais negativas externas, magias negativas, etc.). Sua atuação é ativa, mobilizadora e emocional, mas não é inconsequente ou emotiva, porque ela é o sentido da lei. Busca melhores condições de vida para os seres e os ajuda na adaptação das mudanças. Trabalha ativamente em diversos sentidos da vida - movimenta, direciona, corrige e impele os seres. Sem Yansã não haveria movimento.

Irradiação: Lei
Função: Movimentador, direcionador
Cores: Vermelho, amarelo (no Candomblé: vermelho, rosa, laranja)
Chakra: Laríngeo
Elemento: Eólico, ígneo
Ferramenta: Eruexim (chibata feita de rabo de boi), espada e adaga de cobre, chifres de búfalo
Símbolos: Raio, espada, aspirais
Sincretização: Santa Bárbara
Dia comemorativo: 04 de Dezembro
Dia da semana: Quarta-feira
Pontos de Força: Pedreiras, bambuzal
Pedras: Granada, coral, rubi, ágata de fogo, citrino, cristal com enxofre
Metais: Cobre
Animais: Borboleta, búfalo, coruja
Ervas: Buchinha do norte, cânfora, espada de santa bárbara, quebra demanda, mamona, picão preto, bambu, fumo (tabaco), pára-raio (santa bárbara), tiririca, vence demanda, pinhão roxo, pitanga folha, peregun rajado, alfavaca, calêndula, camomila, cana do brejo, capuchinha, cidreira, cavalinha, chapéu de couro, cipó bravo, cipó são joão, santa luzia, girassol semente, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, sabugueiro, folha do fogo, pinhão branco
Flores: Palmas amarelas e vermelhas, rosas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera
Frutas: Laranja, abacaxi, morango, melão amarelo, tangerina, uva rosa, pitanga
Comidas: Acarajé, vatapá, abacaxi em calda, arroz doce com bastante canela em cima
Bebidas: Champanhe branco, sidra, licor de anis, licor de menta, vinho rosê
Saudação: Eparrêi Oyá!

Características dos filhos de Iansã
Para os filhos de Yansã, viver é uma grande aventura. Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas. Escolhem seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Não ficam em casa, vão à luta e conquistam o que desejam. São atirados, extrovertidos e diretos, jamais escondem seus sentimentos. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. São extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam. Os relacionamentos longos só acontecem em suas vidas quando controlam seus impulsos, sendo então capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa. São audaciosos e ciumentos. Vaidosos, altruístas e inteligentes, são tagarelas, alegres e animados, fazem festa com tudo. Comunicam-se facilmente e falam alto. Otimistas, despachados e carinhosos, têm excelente disposição. Tomam decisões rápidas e têm alto poder de imaginação. Quando deprimidos, dormem demais. São competitivos e exagerados.
O Filho de Iansã herda do Orixá suas características Guerreiras: empenha-se em discussões estéreis, às vezes, só pelo prazer de contestar, não se preocupando absolutamente com os resultados finais. Todavia, quase em tudo o que toca consegue levar a bom termo.
Têm um forte dom para a magia e uma incrível capacidade de adaptação. Trabalhadores, dedicam-se inteiramente àquilo que gostam.Tendem a ser autoritários e possessivos. Seu temperamento muda repentinamente, sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas. Na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis. Mas, cuidado: os mais prudentes não ousariam confiar-lhes um segredo, pois se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar, como arma, tudo o que lhe foi contado.
Seu comportamento pode ser explosivo como uma tempestade, ou calmo como uma brisa de fim de tarde. Só uma coisa os tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte, pois na defesa dos filhos batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, não têm medida. É também muito dedicado e prestimoso.


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Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo

terça-feira, 7 de abril de 2015

Orixás na Umbanda: Oxóssi

Orixás na Umbanda: Oxóssi
Imagem: Oxóssi. Reprodução / Google.
OXÓSSI
(Euxoce)

Oxóssi é o Orixá da caça, das matas, florestas, dos frutos, do verde. Oxóssi é o grande guerreiro, o grande caçador, é o Orixá da expansão, do conhecimento, da fartura e da prosperidade. Tem em seu domínio as florestas, fauna e flora. É Oxóssi que faz com que nossos pensamentos e mentes estejam (e sejam) sempre abertos para o novo, agregando mais conhecimentos e assim, caminhando para a evolução. Mais que isso, também fazer bom uso desses conhecimentos adquiridos, aplicando para nossa vida e na vida do próximo. 
Seu magnetismo expande as faculdades dos seres, aguça o raciocínio e os predispõe a buscar a gênese das coisas (o conhecimento sobre elas). Logo, é o estimulador natural dessa busca incessante sobre nossa própria origem divina e quanto mais sabemos sobre ela, maior é o nosso respeito para com a criação e mais sólida é nossa fé em Deus. É o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados. Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres, na apresentação de novos conhecimentos e de novos horizontes. Expande, irradia e impele os seres.

Irradiação: Conhecimento
Função: Expansor, direcionador
Cores: Verde (no Candomblé: verde, azul e magenta)
Chakra: Frontal
Elemento: Eólico, telúrico
Ferramenta: Ofá (arco e flecha), penas e eruexim (rabo de boi)
Símbolos: Ofá, penas, sete flechas
Sincretização: São Sebastião
Dia comemorativo: 20 de Janeiro
Dia da semana: Quarta-feira
Pontos de Força: Matas, bosques, florestas
Pedras: Quartzo verde, esmeralda, jade, amazonita, turquesa, calcita verde
Metais: Bronze
Animais: Todos, mas principalmente o leopardo, falcão, águia, faisão
Ervas: Guiné, picão preto, buchinha do norte, cânfora, espinheira santa, jurema preta casca, comigo ninguém pode, vence tudo, abacateiro, abre caminho, alecrim do norte, alecrim comum, alfacava, aquiléia, arnica do mato, chá verde, café folha, cana do brejo, capim cidreira, carqueja amarga, cipó caboclo, cipó bravo, cipó são joão, confrey, hortelã, ipê roxo, jurubeba mista, louro, manga folha, manjericão, samambaia, sene
Flores: Flores nativas do campo
Frutas: Frutas de todas as espécies
Comidas: Espiga de milho cozido, peixe assado, moranga cozida
Bebidas: Chá com mel, cerveja branca, vinho branco ou tinto doce, licores de frutas em geral
Saudação: Okê Arô!

Características dos filhos de Oxóssi
Os filhos de Oxóssi são alegres, expansivos, faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar, mas quando raivosos ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados.
São pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não externa suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis; apenas preferem guardar os sentimentos para si. São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes o são. Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos. São seletivos quanto as suas amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acaba fazendo prevalecer a sua opinião e agradando a todos. Seu andar possui leveza e elegância. Sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada para isso acontecer.
Têm grande capacidade de concentração e de atenção, firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Lidam bem com a realidade material, têm os pés ligados à terra, o que não quer dizer que sejam ambiciosos em demasia.
Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Independentes, não apreciam muito os trabalhos em equipe. Mas têm grande senso de dever e de responsabilidade, principalmente em relação aos cuidados para com a família (pois o “caçador” tem a responsabilidade de sustentar a tribo). Curiosos, percebem as coisas com rapidez. São discretos, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros e respeitam muito o espaço individual de cada um.


- Reuni aqui as informações que julgo serem as mais necessárias para nosso culto aos Orixás na Umbanda. Para mais informações, acesse os sites citados abaixo nas fontes de pesquisa.

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Fontes:
Livro: Umbanda: Mitos e Realidade - Iassan Ayporê Pery
Livro: Rituais Umbandistas - Rubens Saraceni
Livro: Orixás na Umbanda - Janaina Azevedo
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